EU E VC FAZENDO ARTE

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domingo, 11 de setembro de 2011

ART NAIF - Arte espontânea

É a arte da espontaniedade, da criatividade autêntica, do fazer artístico sem escola nem orientação, portanto é instintiva e onde o artista expande seu universo particular (não implica que a qualidade das suas obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área.

Art Naïf (arte ingênua) por ser um estilo de pintura sem formação sistemática, trata-se de um tipo de expressão que não se enquadra nos moldes acadêmicos, nem nas tendências modernistas, nem tampouco no conceito de arte popular. 

Esse isolamento situa a art naïf numa faixa próxima a da arte infantil, da arte do doente mental e da arte primitiva, sem que, no entanto, se confunda com elas.

Hoje já existem "escolas" de artistas naïf, pois ao longo do tempo, o estilo foi sendo cada vez mais aceito e valorizado.

As principais características da arte naïf (por exemplo, na pintura) são a forma desajeitada como se relacionam determinadas qualidades formais; dificuldades no desenho e no uso da perspectiva que resultam numa beleza desequilibrada mas, por vezes, bastante sugestiva; uso frequente de padrões, uso de cores primárias, sem grandes nuances; simplicidade no lugar da sutileza, etc.

O artista naïf não se preocupa em preservar as proporções naturais nem os dados anatômicos corretos das figuras que representa, optam por uma figuração sem compromisso fotográfico com a realidade.

Principal Artista:
O francês Henri Rousseau (1844-1910), exímio colorista, homem de pouca instrução geral e quase nenhuma formação em pintura. Em sua primeira exposição foi acusado pela crítica de ignorar regras elementares de desenho, composição e perspectiva, e de empregar as cores de modo arbitrário. Estreou com uma original obra-prima, "Um dia de carnaval", no Salão dos Independentes. Criou exóticas paisagens de selva que lembram tramas de sonho e parecem motivadas pelos sentimentos mais puros. Nos primeiros anos do século XX, após despertar a admiração de Alfred Jarry, Guillaume Apollinaire, Pablo Picasso, Robert Delaunay e outros intelectuais e artistas, seu trabalho foi reconhecido em Paris e posteriormente influenciou o surrealismo.

Confira abaixo algumas das obras de Henri Rousseau:


















Esta arte ingênua que começou a ser valorizada no início do século XX conquistou vários seguidores e hoje, existem vários artistas importantes em todo o mundo, em especial no Brasil: Artur Pereira, G.T.O. (Geraldo Teles de Oliveira), José Antônio da Silva, José Valentim Rosa, Júlio Martins da Silva, Madalena Santos Reinbalt, Maria Auxiliadora Silva, Pedro Paulo Leal, Raimundo de Ol, entre muitos outros...

Vamos nos encantar com mais obras da maravilhosa Arte Naïf:


Chico da Silva

Airton das Neves

Ana Maria Dias

Bebeth

Ernane Cortat

Ernani Pavaneli

Marcos de Oliveira

Thais Ibanez


Thais Ibanez

 
Thais Ibanez

Analice Uchôa


Analice Uchôa


Analice Uchôa

Aecio

Aecio

Agnaldo

Josinaldo

Robson Barros

Rosangela Borges

Rosaria Silva

Sugestão do post: Pietra Alves Carneiro

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ANITA MALFATTI - VIDA E PRINCIPAIS OBRAS

Anita Malfatti com 30 anos de idade já era considerada uma importante artista plástica brasileira. Esta grande artista plástica (pintora e desenhista) nasceu na cidade de São Paulo, no dia 2 de dezembro de 1889 e faleceu na mesma cidade, em 6 de novembro de 1964.



VIDA E OBRA 

Anita Malfatti estudou pintura em escolas de arte na Alemanha e nos Estados Unidos, em sua passagem pela Alemanha, entrou em contato com o expressionismo, que a influenciou muito. Já nos Estados Unidos teve contato com o movimento modernista.
Em 1917, Anita Malfatti realizou uma exposição artística muito polêmica, por ser inovadora, e ao mesmo tempo revolucionária. As obras de Anita, que retratavam principalmente os personagens marginalizados dos centros urbanos, causou desaprovação nos integrantes das classes sociais mais conservadoras.
Em 1922, junto com seu amigo Mario de Andrade, participou da Semana de Arte Moderna. Ela fazia parte do Grupo dos Cinco, integrado por Malfatti, Mario de Andrade, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Menotti del Picchia.
Entre os anos de 1923 e 1928 foi morar em Paris. Retornou a São Paulo em 1928 e passou a lecionar desenho na Universidade Mackenzie até o ano de 1933. Em 1942, tornou-se presidente do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Entre 1933 e 1953, passou a lecionar desenho nas dependências de sua casa. 

Veja algumas de suas obras mais famosas:


A estudante russa. 1915. óleo s/ tela (76x61). Col. Mário de Andrade, Instituto de Estudos Brasileiros da USP, SP.

As duas Igrejas (Itanhaém). 1940. óleo s/ tela (53,8x66). Col. Particular, SP.

Cambuquira. 1945. óleo s/ tela (50x61,1). Col. Museu de Arte Contemporânea da USP, SP.

Chanson de Montmartre. 1926. óleo s/ tela (73,3x60,2). Col. Roberto Pinto de Souza, SP.

Itanhaém. 1948-49. óleo s/ tela (72x92). Col. Manuel Alceu Affonso Ferreira, SP.

La rentrée (interior). 1925-27. óleo s/ tela (88x115). Col. Pedro Tassinari Filho, SP.

Mario de Andrade I. 1921-22. óleo s/ tela (51x41). Col. Particular, SP.

O Barco. 1915. óleo s/ tela (41x46). Col. Raul Sousa Dantas Forbes, SP.

Paisagem dos Pirineus (Cauterets). 1926. óleo s/ tela (45,8x54,8). Col. Liliana Maria Assumpção, SP.

Porto de Mônaco. 1925-26. óleo s/ tela (80x64,5). Col. Jenner Augusto Silveira, BA.

Samba. 1943-45. óleo s/ tela (39,9x49,3). Col. Gabriel de Castro Oliveira, SP.

Veneza (Canaleto). 1924. óleo s/ tela (51,5x63). Col. Museu de Arte Brasileira da FAAP, SP.

O Farol. 1915. óleo s/ tela (46,5x61). Col. Chateaubriand Bandeira de Mello, RJ.

Eu estava fazendo a minha pesquisa sobre Anita Malfatti e, envolvida com o texto, não senti falta de uma das imagens que publicaria neste post. Bianca havia pegado emprestada e me fez a maior surpresa: fez uma releitura do quadro "O Farol" no quadro branco, claro que eu fotografei e trouxe para mostrar para todos vocês! Vejam que lindo:


Que tal? Eu achei fantástico!


Olha só que máximo: A Talita estava fazendo uma pesquisa sobre a Anita Malfatti, o destino a trouxe aqui para o Eu e Vc Fazendo Arte. Abaixo ela deixou um comentário, fizemos contato e olha aqui a obra original de Anita Malfatti, a Paisagem Amarela Monhegan...


...agora vejam a releitura bordada da Talita que recebeu o nome de Solitude:


Amei o seu trabalho, Talita. Parabéns!

Gostou desta releitura bordada?
Veja muito mais clicando AQUI.