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domingo, 14 de abril de 2013

Alfredo Volpi - Biografia e Principais Obras


“Eu não falo, eu pinto”
Alfredo Volpi foi artista plástico ítalo-brasileiro. É considerado um dos principais artistas da Segunda Geração do Modernismo Brasileiro. De origem modesta, o artista não teve uma educação formal em arte. Ganhou destaque com pinturas representando casarios e bandeirinhas de festas juninas (sua marca registrada).


Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 1896 e faleceu em São Paulo em 1988. Veio ao Brasil com seus pais, com apenas um ano e meio. Volpi nunca se naturalizou, mas seu coração era brasileiro. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Sempre foi fortemente ligado à Itália, um grande admirador dos mestres pintores de sua terra natal. Filho de operários imigrantes, operário também se tornou. Tentou a vida como carpinteiro, entalhador de móveis, encadernador, pintor de paredes e por fim pintor-decorador de paredes. Aos 16 anos de idade pintava frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas; foi aos 16 anos que pintou a sua primeira aquarela. Aos 18 anos, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo.

O artista sempre valorizou o trabalho artesanal, construindo suas próprias telas, pincéis e tintas. Num processo típico de um pintor do Renascimento, fazia suas tintas diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.

Mesmo tendo nascido na Itália, Volpi é um dos mais importantes artistas brasileiros deste século. Antes de qualquer coisa, trata-se de um pintor original, que inventou sozinho sua própria linguagem. Foi um auto didata. Sua evolução foi natural, tendo chegado à abstração por caminhos próprios, trabalhando e dedicando-se a essa descoberta. Volpi brincava com as formas, as linhas e as cores. Nunca acreditou em inspiração.

Volpi não participou dos movimentos modernistas da década de 20, apoiados pela elite brasileira. Manteve-se à parte desses grupos. Não teve acesso aos mestres europeus, como era comum na época. Em 1925 iniciou sua participação em mostras coletivas.

Entre 1937 e 1940 tornou-se membro do Grupo Santa Helena onde conheceu o pintor paulista Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva.
O grupo era formado por artistas paulistas que se reuniam no palacete Santa Helena, desenvolvendo pinturas que retratavam cenas da vida e da paisagem dos arredores de São Paulo. Participou das primeiras manifestações artísticas contra os modernistas de 1922, junto com outros pintores do Grupo Santa Helena, como Bonadei, Rebolo, Clóvis Graciano, Pennacchi, Mário Zanini.

Volpi expôs no Salão de Maio e na 1ª Exposição da Família Artística Paulista, em 1938, ambos em São Paulo. No ano seguinte, depois de uma viagem a Itanhaém, no litoral sul paulista, começou a pintar paisagens marinhas. Participou do 7º Salão Paulista de Belas-Artes em 1940.
Ainda em 1940, ganha o concurso promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, com trabalhos realizados com base nos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, empresa de azulejaria criada em 1940, por Rossi Osir. Em 1944 realizou sua primeira exposição individual, em São Paulo, na Galeria Itá, onde vendeu todas as telas, inclusive uma para Mário de Andrade. Em 1950, viaja para a Europa acompanhado de Rossi Osir e Mario Zanini, quando se impressiona com obras pré-renascentistas.

A partir da década de 1950, Volpi, passa a executar composições que gradativamente caminham para a abstração tendo como exemplo a série de bandeiras e mastros de festas juninas. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo Concreto. Recebe, em 1953, o prêmio de Melhor Pintor Nacional da Bienal Internacional de São Paulo, dividido com Di Cavalcanti; em 1958, o Prêmio Guggenheim; em 1962 e 1966, o de melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro, entre outros.

As formas geométricas e as trocas cromáticas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, que os críticos definem como uma combinação inventiva. É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho “Bandeiras e Mastros”. Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas. Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais – “elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo”, dizia.









































No vídeo abaixo, dez curiosidades e principais obras de Alfredo Volpi:


DICA: Não deixe de ler o livro "Alfredo — Pinturas e Bordados" quem assina é o engenheiro Marco Antonio Mastrobuono, também presidente do Instituto Alfredo Volpi de Arte Moderna.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

A SOMBRA DO LIXO


DESIGN SUSTENTÁVEL DE TIM NOBLE E SUE WEBSTER


Nascidos na Inglaterra, os artistas Tim Noble e Sue Webster recolhem lixo nas ruas de Londres e criam incríveis experimentações, onde trabalham luz e sombra, revelando contornos em meio ao caos formado pelo lixo. Suas peças são pilhas de lixo, cujas sombras projetadas com um foco de luz criam imagens totalmente diferentes. Ou seja, depois da montagem do lixo, as luzes projetam imagens fabulosas nas paredes. São as Sombras do Lixo.

O trabalho do casal foi tão elogiado que foi integrado em exposições de Arte Contemporânea da Royal Academy.

Veja abaixo uma pequena amostra da sombra do lixo:

















Esse não é o único trabalho dessa dupla que merece destaque, por isso, visite o site de Tim Noble e Sue Webster clicando AQUI.